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Mamografia: tudo o que você precisa saber


O exame de mamografia é a principal tecnologia a serviço das mulheres para o diagnóstico precoce do câncer de mama – que implica em maiores chances de vencer a doença.

Diante desta realidade, te convidamos a vir conosco e entender tudo sobre o exame de mamografia.

Confiamos que até o fim deste artigo você vai ter todas as suas dúvidas resolvidas, tais como:

  • o que é?
  • para que serve?
  • para quem é indicado?
  • homens fazem mamografia?
  • como funciona?
  • quais os tipos?
  • quanto custa?
  • como se preparar para o exame?
  • exames complementares.

Mas não se esqueça: nenhum bom texto substitui o acompanhamento médico, hein?

Portanto, antes de sair por aí tirando as próprias conclusões, procure o seu clínico ou ginecologista e deixe o diagnóstico com quem entende do assunto, combinado?

O que é mamografia?

A mamografia ou mastografia é um exame de imagem, pertencente à classe dos exames complementares (ou seja, exames adicionais em relação àqueles chamados de exames de rotina).

As imagens são obtidas com um mamógrafo, aparelho que aplica pequenas porções de raios-X para gerar radiografias das mamas.

O exame identifica microcalcificações (pequenos cristais de cálcio que se depositam em lugares diversos do corpo), assimetrias, nódulos ou lesões nas mamas, que não seriam possíveis de identificar com a simples palpação.

Os profissionais envolvidos no procedimento são um técnico em radiodiagnóstico, que opera a sua realização, e um médico radiologista, oncologista ou mastologista, que interpreta as radiografias.

Para que serve a mamografia?

A mamografia é um exame recomendado para o diagnóstico do câncer de mama.

Pesquisas indicam que graças ao exame, a taxa de mortalidade entre as mulheres por câncer de mama foi reduzida relativamente em 20%.

A importância da mamografia é confirmada pelos números: 85% das mulheres com câncer de mama não apresentam histórico familiar!

Por isso, é importante ser acompanhada por um médico regularmente.

Todo mundo precisa fazer?

Por ser um procedimento que faz uso de radiação, a mastografia não é indicada para todas as mulheres e em qualquer idade.

A recomendação é que ele seja feito bienal ou anualmente, conforme indicação do médico responsável.

Segundo orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), mulheres acima dos 40 anos devem fazer o exame anualmente.

Por outro lado, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), seguindo critérios da Organização Mundial da Saúde, orienta que o exame seja feito por mulheres entre os 50 a 69 anos de idade bienalmente.

Para mulheres com uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã e/ou filha) que tiveram câncer de mama antes dos 50 anos, o Ministério da Saúde recomenda começar os exames mais cedo.

Nestes casos, a paciente pode realizar o exame 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentes que tiveram a doença.

Para ilustrar: se uma mulher foi diagnosticada com câncer de mama aos 45 anos, sua filha deve começar a fazer os exames anualmente aos 35 anos .

Antes dos 25 anos a mama é mais susceptível à radiação, por isso, a mamografia não deve ser realizada nessa faixa etária, mesmo em mulheres que tiveram casos familiares precoce, como aos 30 anos, por exemplo.

Antes dos 25 anos de idade, a indicação para prevenção é a ultrassonografia.

Homens podem fazer mamografia?

Há incidência de casos de câncer de mama também entre os homens.

A frequência costuma ser de 1 homem a cada 100 mulheres diagnosticadas com a doença.

Devido a baixa incidência em homens, a maioria dos conteúdos sobre esse tema é direcionado ao público feminino.

Apesar disso, aos rapazes é dado o mesmo alerta que às moças: ao perceber presença de nódulo palpável ou aumento do volume das mamas, é recomendado que ele procure um médico para investigar e, possivelmente, receber a indicação de mamografia.Nome*Email*

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Como funciona a mamografia?

Dentro do ambulatório, a mulher deve colocar-se em pé, de frente ao mamógrafo, despida da cintura para cima.

O mamógrafo é um aparelho formado por duas placas que pressionam as mamas horizontal e verticalmente durante alguns segundos.

Durante o exame, a paciente deve ficar imóvel e segurando a respiração, a fim de obter uma imagem de maior qualidade.

Após o exame, o técnico pede para a paciente aguardar alguns minutos até que as imagens possam ser conferidas e se tenha certeza de que tudo ocorreu bem. Todo o procedimento não dura mais que 20 minutos.

Por que comprimir os seios?

O mamógrafo comprime os seios com o objetivo de espalhar todo o tecido mamário para que este possa ser visto de forma mais nítida e com detalhes na radioimagem.

A justificativa para isso é que quanto mais concentrado estiver o tecido, maiores doses de raios-X deverão ser aplicadas para ampliar a capacidade de visualização pelo aparelho. E as superdoses de raios-X são contraindicadas.

Por isso, a compressão das mamas é necessária.

Além disso, a compressão diminui os movimentos durante o exame, o que aumenta a precisão do resultado.

O exame dói?

Sim, ter as mamas prensadas em um aparelho causa um certo incômodo.

Contudo, esse desconforto se torna “coisa nenhuma” diante da vantagem de se prevenir de um câncer mamário!

E a sensibilidade nas mamas vai variar conforme cada mulher.

Por isso, é aconselhado que as mulheres não façam o exame tão próximo do período menstrual, quando a sensibilidade mamária é maior.

Se durante o exame as dores forem muito intensas, o tecnólogo poderá ser informado e reduzir a intensidade da pressão.

Porém, é necessário saber que os resultados são melhores conforme é mais intensa a compressão.

Saiba quais são os tipos de mamografia

Existem dois tipos de mamografia: a convencional, realizada com um aparelho analógico, e a digital, realizada com um aparelho digital.

Os estudos ainda não indicaram diferenças na capacidade de detecção do câncer entre os aparelhos, contudo, a mamografia digital costuma ser mais precisa na captação de imagens de mamas mais densas, comuns em mulheres mais jovens.

A mamografia é um processo de captura de imagem, assim como a fotografia. E as diferenças entre o analógico e o digital acontecem com a mesma lógica das câmeras fotográficas.

Mamografia convencional

No modo convencional, as mamografias feitas com o mamógrafo analógico projetam as imagens em um filme, que deverá ser processado depois.

Com esse método, tem-se a desvantagem de que se o filme apresentar algum problema técnico, o exame precisará ser refeito.

Mamografia Digital

mamografia digital, por outro lado, produz imagens digitais, que podem ser armazenadas e recuperadas eletronicamente.

Além de permitir ao radiologista ajustes das imagens durante o exame, graças ao uso de softwares que auxiliam na detecção de lesões ou permitem realçar ou ampliar alguma área.

Essa tecnologia permite reduzir o número de repetições do exame e, por consequência, poupar a paciente da exposição excessiva aos raios-X.

Toda essa praticidade se deve à tecnologia aplicada no mamógrafo digital, que usa um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador em forma de imagem.

Qual o preço do exame?

A mamografia está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), preferencialmente, para mulheres entre 50 e 69 anos de idade.

Elas possuem prioridade para a realização do exame preventivo, graças à estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), que afirmam maior ocorrência da doença e eficiência do exame em mulheres com essa faixa etária.

Para as demais mulheres, com idade inferior aos 50 anos, que não têm condições ou disposição para encarar a fila de espera do SUS, existem clínicas particulares que fazem o atendimento por convênios ou particular.

O preço do exame varia de acordo com a cidade ou região do país e varia entre os 50 a 120 reais.

Como se preparar para a mamografia?

Alguns atitudes precisam ser tomadas ou evitadas para a realização da mamografia. A seguir elaboramos uma lista onde destacamos as principais delas. Fique ligada!

  1. Evite peças de roupa como vestido, porque durante o exame a paciente vai precisar despir o tronco;
  2. Evite aplicar cremes, desodorantes ou perfumes sobre a pele antes de fazer o exame, porque estes podem prejudicar a captura das imagens;
  3. Caso tenha feito outros exames nas mamas anteriormente, leve-os no dia do exame. Exames anteriores, quando comparados com o atual, podem facilitar o descobrimento de alguma anormalidade na região;

Há alguma contraindicação?

A mamografia é um tipo de radiografia, ou seja, um exame que utiliza raios-X para a produção de imagens.

Não é novidade que a superexposição aos raios-x pode aumentar as chances de câncer de qualquer tipo.

Apesar de a quantidade de radiação liberada numa mamografia ser baixa, é preciso respeitar a idade mínima para o exame (conforme apresentamos no item “Todo mundo precisa fazer”) e as recomendações médicas.

Não é recomendado submeter mulheres jovens a esse tipo de exame, visto que a elas têm as mamas mais densas, o que exige maior quantidade de radiação para obtenção de imagens mais nítidas.

A mamografia, e quaisquer outros exames com o uso de radiação, é um procedimento contraindicado para mulheres grávidas, porque a radiação pode interferir na formação do bebê.

Apesar das contraindicações, tanto as gestantes, quanto as mulheres que antes dos 40 anos apresentarem suspeitas de câncer de mama, podem fazer o exame, desde que indicado por um médico responsável.

No caso das futuras mamães, por exemplo, alguns cuidados são adotados, como o uso de um protetor de chumbo no abdômen para proteger o feto.

Como já dissemos e não custa repetir, a última palavra é sempre do profissional de saúde e o nosso objetivo com este texto é te apresentar o máximo de informações sobre a mamografia.

Resultados possíveis do exame

Ao analisar um exame de mamografia, em raros casos, o seu médico poderá encontrar alguns resultados incorretos.

Tecidos densos podem esconder nódulos que não serão percebidos durante o exame. A isso dá-se o nome de falso negativo.

Segundo o Annals of Internal Medicine, o falso negativo acontece em 10% dos casos.

Além disso, alguns tipos de câncer mais agressivos também podem não ser identificados e gerar falsos negativos.

Ainda segundo a organização, 7% a 9% dos exames podem identificar lesões que não existem, ao que os profissionais chamam de falso positivo.

Esses números apontam a importância do acompanhamento clínico e observação do histórico do paciente.

Um alerta para pacientes que utilizam próteses de silicone: elas dificultam o exame, porque não são transparentes e costumam ser colocadas acima do músculo mamário.

O laudo da mamografia costuma seguir critério mundial de recomendações e classificação: o do Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RARDS).

O uso da classificação BI-RARDS, permite que o resultado de uma mamografia feita no Brasil, por exemplo, possa ser entendida em qualquer outra parte do Globo.

Exames complementares

Conforme vimos anteriormente, a mamografia pode entregar alguns resultados incompletos ao paciente.

Por isso, alguns exames complementares são exigidos para maior precisão nos resultados.

Estes exames são também aliados do médico para o monitoramento do paciente a longo prazo.

A seguir listamos alguns deles e as suas respectivas funcionalidades. Acompanhe.

Ultrassonografia

É um exame complementar a mamografia e é indicada para pacientes com mamas mais densas ou com menos de 35 anos.

Nele são utilizadas ondas sonoras penetrantes que não afetam ou danificam o tecido mamário.

Ressonância magnética

Bem como a ultrassonografia, a ressonância magnética é um exame de imagem.

Que cria imagens bem detalhadas da região interna das mamas, nas quais se distingue o que é tecido normal e o que é tecido doente.

O processo do exame consiste em um ímã que transmite energia magnética e ondas de rádio através do tecido mamário, projetando as imagens em um computador.

Biópsia

Procedimento onde é coletado fluidos da área suspeita, para um exame laboratorial, a fim de verificar a presença de células cancerígenas.

Este exame é o único capaz de determinar se há presença, ou não, de câncer.

Testes laboratoriais

Com o diagnóstico do câncer confirmado, os testes do receptor hormonal e HER2/neu serão solicitados à paciente.

São esses exames que darão as diretrizes para o médico determinar o tipo de tratamento mais eficaz para aquela situação.

A importância do autoexame

O autoexame é um procedimento fácil, rápido e útil, importantíssimo para que a mulher conheça suas próprias mamas a fim de perceber qualquer anormalidade nelas.

Ele, obviamente, não substitui a mamografia porque permite identificar apenas uma anormalidade já existente.

A mamografia, por outro lado, permite a descoberta das mais diversas alterações e de nódulos não perceptíveis com a simples palpação.

Contudo, a maioria das mulheres que consegue identificar o câncer de mama precocemente e aumentar as chances de efetividade no tratamento,são aquelas que têm o hábito de realizar o autoexame.

Vale destacar que não é necessário entrar em pânico ao encontrar alguma anormalidade nas mamas, visto que elas não são sempre um câncer.

Pode tratar-se de um nódulo benigno, e, segundo as pesquisas, eles correspondem a 80% das alterações encontradas no autoexame mamário.

E, claro, ao identificar qualquer alteração, você deve procurar seu médico ginecologista ou clínico.

Como fazer o autoexame?

  1. Sem roupas da cintura para cima se coloque em frente a um espelho;
  2. Com um dos braços para cima, percorra uma das mamas com a mão, em movimentos circulares, de fora pra dentro, até a região das axilas.
  3. A ideia é buscar espaçamentos ou pequenos caroços.
  4. Observe também se há algum tipo de deformação nas mamas.
  5. Repita o mesmo na outra mama.

Dê preferência por realizar o autoexame no período logo após a menstruação.

Para mulheres que não menstruam, é recomendado escolher uma data fixa para o autoexame mensalmente.

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